O PODEROSO DEUS CHAMADO CÉREBRO - Nicéas Romeo Zanchett

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                             O PODEROSO DEUS CHAMADO CÉREBRO

Nós, seres humanos, aprendemos a dar nomes a tudo o que nos rodeia. A palavra Deus é definida, pelas religiões tradicionais, como sendo princípio supremo que consideram superior à natureza; ser infinito, perfeito, criador do Universo; Divindade; objeto de um culto ou de um desejo ardente que se antepõe a todos os outros desejos e afetos. Já a palavra Deusa é dada à divindade do politeísmo; mulher adorável por sua formosura.

Bento Espinosa -(1632 x 1677)- um dos maiores estudiosos da Bíblia e do Talmude, identificou Deus com o Cosmos, a eternidade do mundo, a idéia de que a matéria do Universo seria o corpo de Deus. A visão panteísta de Espinosa leva-o a afirmar que a vontade de Deus é a Soma de todas as causas e leis e que intelecto de Deus é a soma de todos os pensamentos. É por isso que afirma que o espírito de Deus é a mentalidade difusa no espaço e no tempo, a consciência difusa que anima o tempo.

O que buscamos é sempre a felicidade e esta é objeto de nossa conduta; é a presença do prazer e a ausência da dor. Prazer e dor são categorias relativas e subjetivas. O prazer pode ser definido como transição de um estado inferior de perfeição para um estado superior. A dor é a transição de um estado superior de perfeição para um estado inferior.

A emoção é a modificação do corpo e por meio dela o poder de ação do corpo é aumentado ou diminuido. Quando aumenta este poder é boa e quando diminui é má.

O Deus de Espinosa é uma entidade muito próxima do Deus de Platão; um ser superior e tão grandioso que não dispensa tempo para observar e dar ordem aos homens.

Com seu famoso livro póstumo ÉTICA, Espinosa nos leva a perceber que a "salvação" começa pelo conhecimento e que a democracia é um regime político desejável porque se apresenta como a mais racional e permite uma maior acumulação de poder, o poder de todos os indivíduos reunidos. O Estado é necessário porque cada pessoa procura, acima de tudo, os seus próprios interesses, buscando expandir seu poder. Contudo, o Estado não deve ir além de assegurar a liberdade para que cada um possa perseguir o seu ideal de felicidade.

Espinosa estava certo, mas isto só foi reconhecido muito tempo depois de sua morte. Deus é uma palavra que define tudo o que existe e não apenas o que as religiões vem pregando há milênios. É uma força universal de energia e está sob o comando de cada cérebro, seja ele humano ou animal. A força deste comando é determinada pela capacidade do cérebro de cada ser vivo.

O cérebro humano tem cerca de 100 bilhões de neurônios e talvez uns 100 trilhões de conexões. Por aí podemos concluir que seu poder é avassalador.

Na verdade o cérebro pode tudo, mas nós não sabemos usá-lo. Usamos apenas uma pequena parcela que é suficiente para nossas ações. Não poderia ser diferente, pois usá-lo com toda a sua potencialidade seria o poder absoluto. Imaginem como o mundo seria se todos tivessem poder absoluto. Seria a volta ao caos.

A fé é a forma que temos de usar nosso cérebro para conseguir coisas muito desejadas. Ela nos leva a conseguir aquilo que chamamos de milagre. O milagre é possível quando nossa mente consegue desejar alguma coisa com grande profundidade. Este desejo intenso desperta determinada parte do cérebro que permite sua realização. Quando vários cérebros comungam o mesmo desejo tudo fica mais fácil.

Cada ser vivo nasce com determinadas habilidades. Grandes gênios da humanidade sempre estiveram limitados a uma ou algumas habilidades. Mozart, foi um gênio da música e desde criança demonstrou sua imensa capacidade para compor ou tocar; outros foram gênios da matemática, da física, da arte, etc. Muitos como o pintor Leonardo da Vinci tiveram multi-talentos, mas  em todos o limite sempre esteve presente.

Todo o ser vivo está sob o poder de uma energia que é invisível e muito pouco sabemos sobre ela. A simples morte não elimina a energia que deu vida a um ser. É o espírito cósmico que atua em todos os seres. Os humanos tiveram seu cérebro ampliado rápidamente e atingiram um estado espiritual superior. É por essa razão que evoluiram mais  do que os outros primatas que com eles conviviam.

Darwin estava certo quando disse que as espécies evoluiram, mas hoje talvez ele próprio revisse suas conclusões considerando também a energia espiritual cósmica que atua em todos os seres. Ele afirmou que o homem é uma evolução do macaco, mas disse  isto de uma maneira muito genérica. Hoje sabemos que de fato o homem é resultado da evolução de uma espécie específica de primata. Portanto o homem é descendente de um primata que tinha maior capacidade cerebral. Isto esplica porque os demais  primatas continuam no estado anterior ou tiveram pouca evolução, ou seja, embora convivessem juntos não evoluiram como os que se transformaram no homem de hoje.

A palavra espírito é utilizada para definir várias coisas: Alma; ser humano; entidade sobrenatural como os anjos e diabos; duendes; pessoa distinta, esclarescida; vida; finura; sutileza; graça; engenho; imaginação; tendência; idéia predominante. Espírito forte é o que se coloca acima das opiniões máximas recebidas, livre pensador, aquele que alardeia incredulidade em matéria religiosa. Espírito fraco é aquele que se deixa levar pelos outros, dominar-se pelos vícios, pelos maus exemplos. Espíritos malígnos são aqueles que, segundo a  antiga fisiologia, levam a vida do coração e do cérebro ao resto do corpo.

A palavra mente define intelecto; alma; espírito; tenção; disposição; imaginação; instinto de boa ou má fé.

A palavra alma define especialmente a parte imaterial do ser humano, mas também o conjunto de faculdades intelectuais e morais do homem; espírito humano; índole; vida; animação; coragem; além de muitas outras coisas que não cabe aqui mensionar.

A mente humana exerce total poder sobre o corpo. É por essa razão que seitas e religiões sempre procuram capturá-la para mantê-la sob seu domínio. O desconhecimento de sãs noções acerda de Deus como poder cósmico universal é suprido através de falsas idéias e superstições. Isto acontece com muita frequência por que o ser humano é um ser social e as seitas, tribos, política, esporte e religiões são uma forma de participação numa sociedade onde todos podem comungar uma idéia, mesmo que seja prejudicial ao seu intelecto, à sua saúde e até ao seu bolso, pois muitos se aproveitam desta necessidade para angariar poder e dinheiro. Para o Estado é até conveniente que todos se mantenham ignorantes, pois é assim que a massa popular fica mais submissa. As superstições tornam-se úteis aos interesses do governo e a educação é relegada a um plano longínquo.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

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sábado 14 fevereiro 2009 16:51


A CARTA DA TERRA

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                                             A CARTA DA TERRA

O que é a Carta da Terra?

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e passífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem- estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.

A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável.

A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.´

À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da Terra está adquirindo um status de lei ("Soft law"). Leis brancas, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos são consideradas como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para os Governos de Estado, que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei stritu senso (hard law).

Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias, a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova  ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso.

O Texto da Carta da Terra

Preâmbulo

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura de paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

Terra, Nosso Lar

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A Situação Global

Os padrões dominantes da produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

Dasafios Futuros

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo  democrático humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

Responsabilidade Universal

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilharesponsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentescom com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e comn humildade com relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os principios da Carta da Terra, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transacionais será dirigida e avaliada.

 Fonte: A Carta da Terra

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

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sábado 14 fevereiro 2009 15:38


MENTE CRIATIVA

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                                               MENTE CRIATIVA

                                 TODO O PODER ESTÁ NO CÉREBRO

A vida é energia criadora. Criar nada mais é do que imaginar e por em prática. A imaginação com prática é a força motriz que molda o mundo em que vivemos.

 Pascal disse: "A imaginação dispõe de tudo: cria a beleza e a felicidade que são tudo neste mundo.

Precisamos compreender que somos uma forma de vida e como tal somos energia criadora. A Mente Cósmica dotou o homem com o poder natural da criação física e espiritual como também com o poder diferenciador da razão.

Somos todos criativos, mas o que diferencia o criador do mero espectador é o querer. Só mostra criatividade quem cria.

Não se pode confundir criatividade com talento. Todos nascem criativos, mas em cada um existe uma semente diferente que é o talento. Não existe dois talentos exatamente iguais, tal como não existe feições faciais, impressões digitais e personalidade iguais.

A mente é um dos poderes invisíveis e é tão complexo que nossa inteligência ainda não é capaz de compreender sua forma estrutural e operacional.  Os pensamentos criam tudo, desde os atos mais simples como, por exemplo, um gesto ou um sorriso, até as máquinas e projetos mais sofisticados que existe.

Ninguém pode ver o ar, mas todos sabem que existe e conhecem seu poder. Também a Mente Universal é invisível e tem poderes ilimitados e desconhecidos, mas ela só é capaz de produzir ação se o mentor acreditar no que quer conseguir. É aquilo que comumente se chama de fé. A fé é a confiança em alguém ou alguma coisa. Sem este poder os seres humanos já teriam sido extintos há muito tempo.  A fé - acreditar no que deseja - é o que leva as pessoas ao êxito.

"O feitiço e encanto da imaginação é o poder que dá ao indivíduo de transformar o seu mundo num novo mundo de ordem e prazer, torna-a a mais valiosa de todas as faculdades humanas". Frank Barron.

A imaginação é o pensamento criador e como tal, impressindível para se alcançar sucesso. O talento e a oportunidade são importantes, mas a concentração e perseverança são indispensáveis.

Nossas vidas são permanentemente afetadas pelo que pensamos. O pensamento existe e é uma força real, mas invisível. Tome muito cuidado com o que pensa. Um mau pensamento pode destruir um bom projeto.

É difícil definir o que é "pensar". Pensar no futuro é antecipar; pensar no passado é recordar; pensar no presente é viver e resolver os problemas atuais.

Pensar com clareza e eficiência é o maior dom de todo o ser humano. É pelo pensamento que o homem se tornou superior aos outros animais. Pensar é uma arte que, tal como a música, a pintura e a literatura, deve ser constantemente praticada. Muitas vezes nosso pensamento é nebuloso e falho, mas pior seria não pensar.

Geralmente o motivo por que não conseguimos pensar com clareza é o fato de que ainda não possuímos claro conhecimento do assunto. O ponto de partida de um pensamento é o conhecimento específico do assunto.

Falando de si mesmo George Bernard Shaw disse um dia: "Há pouca gente que pensa mais do que duas ou três vezes por ano. Conquistei uma reputação internacional porque penso uma ou duas vezes por semana".

O homem do mundo moderno geralmente trabalha de forma repetitiva e sem necessidade de pensar. Normalmente isto representa um terso de sua vida que acaba influenciando o restante, criando o habito de viver automaticamente. A imaginação e criatividade ficam prejudicadas.

"Pensar é o trabalho mais difícil que existe e provavelmente é por isso que tão poucos se empenham nele". Henry Ford.

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sábado 14 fevereiro 2009 15:02


CONSCIÊNCIA DA VIDA E DO ESPÍRITO

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                                  A CONSCIÊNCIA DA VIDA E DO ESPÍRITO

De onde viemos? Somos eternos? Quem é Deus?

Para onde vamos?

Desde que tomou consciência de sua existência , o homem está em permanente busca de respostas para estas perguntas.

A árvore da vida é o centro onde buscamos a nossa origem.

Vivemos num mundo onde tudo é veloz e com muita urgência buscamos respostas que só o tempo poderá nos responder.

Nos últimos anos a ciência tem dado muitas respostas sobre a origem do universo, mas é na origem dos espíritos que se encontra a resposta à pergunta mais inquietante: Porque os humanos evoluíram e continuam evoluindo mais rápido do que as outras espécies vivas? De onde veio o espírito que habita cada ser vivo?

A ciência comprova que o universo surgiu a cerca de 15 biliões de anos;  o sistema solar e com ele a terra a 4 ou 5 biliões; A vida sob a forma de organismos uni-celulares que, segundo estudos recentes, teria surgido a apenas 3.100 milhões de anos; os organismos multi-celulares teriam surgido a 1.100 milhões de anos; os dinossauros teriam surgido a cerca de 225 milhões de anos e desaparecido a apenas 65 milhões de anos; o homo erectus - espécie extinta de hominídeo - viveu entre 1.800 mil anos a 300.000 anos. Somos produto do universo. Uma micro-fagulha que pertence a este imenso espaço ainda desconhecido.

Precisamos ter consciência de que não estamos sós. Milhares de seres das mais diversas formas vivem espalhados por toda a galáxia.

Apesar de toda a evolução humana, nossa inteligência ainda não é aparelho capaz de entender e dar todas as respostas que queremos.

Vamos iniciar este estudo buscando compreender a explicação de Darwin sobre a evolução das espécies na sua forma física. Ele foi muito simplório, o que é compreensível para a sua época, e resumiu a criação do homem como simples evolução do macaco.

As raizes do homem é muito mais antiga do que se acreditava há alguns anos atrás. Teria surgido na Era Secundária com o aparecimento do himinídio.

O homo-habilis - capaz de fabricar um instrumento - foi o primeiro a dar o passo decisivo que o separou da animalidade para a humanidade e deu origem ao homo-sápiens, nosso semelhante. 

Os dados fornecidos pela pela pré-história dão luz a antropologia. É a reconstrução, da maneira mais minuciosa e fiel possível, num período cada vez mais preciso, para compreendermos o que foi a existência de nossos distantes antepassados em suas etapas sucessivas, e nos diversos meios em que evoluiu.  Essa reconstrução tornou-se possível graças ao emprego de métodos novos, datações radicativas, escavações horizontais que permitem encontrar no seu estado primitivo, diferentes solos de ocupação, estudos dos pólens e também pela formação de equipes pluridiciplinares  reunindo todos os investigadores do passado.

A África Oriental, berço do gênero humano, e o Oriente Médio, que deu origem ao homem moderno, é o local onde as pesquisas  fizeram surgir uma nova visão da pré-história.

O homem não é uma simples evolução do macaco, mas fez parte do grande grupo de primatas originários do final da Era Secundária. Em torno de 50 milhões de anos.

Foi no Egito, mais precisamente no célebre depósito de Fain, que os arqueólogos descobriram, em camadas que datavam do início do oligoceno, os mais antigos fósseis que marcam a separação entre os macacos e os hominídios. Tratava-se, essencialmente, do propliopiteco e do parapiteco.  O primeiro é certamente um antepassado do gibão e muito provavelmente de todos os antropomorfos que a evolução diferenciou em seguida até os atuais chipanzés, gorilas e orangotangos.  O segundo, nitidamente menor, apresenta molares e sobretudo premolares muito próximos aos do homem. O que parece certo é que desde o oligoceno - cerca de 40 milhões de anos - a separação já estava realizada entre os dois ramos dos antropomorfos e dos hominídeos.

Existe uma grande lacuna vazia, da qual nada ou quase nada sabemos. O imenso espaço de tempo que transcorreu até o aparecimento dos primeiros australopitecos, por volta de 5 milhões de anos é desconhecido.

Os hominídeos foram encontrados em diversas partes do mundo.

Na metade do século XIX foram encontrados numerosos restos em jazidas na Toscana. Entre eles um esqueleto quase completo. Por seu crânio relativamente volumoso, por seu rosto e sua dentição, e principalmente por sua bacia que revela uma adaptabilidade à posição bípede. Este fóssil é de um oreopiteco e pertence à ordem dos hominideos. Seus membros posteriores curtos e seus membros anteriores muito compridos indicam que estava adaptado à vida arborícola. Esta espécie desapareceu sem deixar descendentes.

Na Índia foi descoberto o ramapiteco. Possuímos apenas alguns fragmentos do maxilar e das mandíbulas. Também o fóssil do queniapiteco, descoberto pelo cientista norte-americano Leakey, tem as mesmas caracterísiticas e portanto ambos  foram classificados como hominideos pelos palentologos. Segundo os estudos de Leakey o queniapiteco não era um fabricante,mas apenas um utililizador de equipamentos.

Para chegar ao homo sapiens houve uma lenta evolução de milhões de anos.

Por mais escasso que sejam os dados sobre o período do mioceno, pelo menos dois hominideos  viviam na extensa região afro-indiana: um deles, o oreopiteco, estava adaptado à vida arbívora; o outro, o ramapiteco, adaptado à vida de solo, sendo que evoluções sucessivas conduziram-no provavelmente à condição do australopiteco. Nesta evolução se deu o passo decisivo que levou à hominização que foi a fabricação de instrumentos. esta façanha é creditada tanto ao australopiteco como ao homo habilis, pois trata-se de uma única e mesma espécie, ou pelo menos de duas especies muito próximas. Embora muito semelhantes, o autralopiteco desapareceu e o homo habilis continuou sua jornada evolutiva até o homo sapiens.

Os primeiros restos de australopitecos foram encontrados na África Austral, mas foi na Etiópia, no Quênia e na Tranzânia que se realizaram descobertas estraordinárias.

Durante dois ou tres milhões de anos, duas grandes espécies de hominideos co-habitaram uma extensa região da África (da Etiópia ao Transval e do Quênia ao Chade).

A primeira espécie, singularmente maciça e robusta, mas comportando uma grande variedade de formas, foi dos australopitecos. Seu tipo é o famoso zinjantropo, descoberto por Laekey, em Oldoway. Sua dentição, caracterizada por molares e premolares muito grandes e pela pequenez dos caninos e dos incisivos, revela uma criatura herbívora.  Seus ossos da bacia e dos membros inferiores mostram que sua adaptação à marcha bipede não era perfeita. Sua capacidade craniana, segundo Tobias, é de 500 cm3.  A segunda espécie, batizada de homo habilis por Leakey, é muito mais delicada. Sua dentição, (redução dos molares e alargamento da parte anterior do maxilar), sugere um regime carnívoro e sua bipedia é perfeitamente desenvolvida. Também sua capacidade craniana é muito superior com 675 cm3.

As mais antigas ferramentas de que se tem notícia datam de 2.100 a 2.600 milhões de anos. Esses instrumentos são essencialmente seixos de quarzo ou sílex, grosseiramente talhados em uma ou duas faces, de maneira a fornecer uma aresta cortante. Com estes instrumentos cortantes eles conseguiam caçar e matar grandes animais.

As grandes descobertas se proliferaram e continuam nos dando novas pistas. O pitecantropo em Java, o sinantropo em Pequim, o atlantropo na África do Norte, o homem de Heidelberg e de Montmaurin na Europa, o de Oldoway na África Oriental.

O homem ereto, que surgiu a mais de um milhão de anos, vai ocupar, com suas diversas raças, o primeiro plano da história até 200 mil anos atrás. Embora conserve um certo número de traços primitivos -(*crânio estreito e alongado, testa extremamente inclinada, mandibula pesada, queixo inexistente, dentição caracterizada por caninos vigorosos, etc.), ele se diferencia por um aumento acentuado da capacidade cerebral que oscila entre 850 e 1.200 cm3.  Seus membros são de aspecto nitidamente humano e perfeitamente adaptado à marcha bípede; Sua altura oscila entre 1,50 e 1,60 m. Sua indústria característica é a da "pedra lascada" ou bifaces, a partir de um seixo de sílex.

Esses progressos técnicos, por mais lentos que tenham sido, são característicos da evolução psíquica do homem ereto. Na sequência evolutiva o homem ereto descobre o fogo, como provam diversos braseiros encontrados perto de Pequim, nas cavernas de Chou Kou-Tien. Assim finalmente surgia o homo sapiens, homem inteligente. Embora esta fase da evolução seja a mais próxima de nós, é também a mais controvertida.

Na sequência temos o homem de Neanderthal que a 80 mil anos dominava a Europa ocidental. Apesar de pequeno e atarracado, tinha um crânio com 1.400 cm3, perfeitamente comparável ao do homem atual.

A 40 mil anos o homem de Neanderthal desaparece bruscamente. Sem transição foi substituido pelo homem moderno, o homem Cro-magnon, de Grimaldi e de Chancelade. Era tão parecido conosco que, vestido com nossas roupas, não seria percebido no nosso meio. Suas realizações artísticas em Lasoaux, Niaux, Altamira e muitos outros lugares atestam que suas faculdades intelectuais não eram inferiores às nossas.

Não foi encontrado nenhuma transição morfológica de um tipo a outro. Isto se deve ao pouco tempo de evolução. Apenas alguns milhares de anos.

Não podemos afirmar que todo o enigma tenha sido esclarecido definitivamente. Algumas descobertas recentes sugerem novas direções às pesquisas.

O conhecimento científico atual nos possibilita compreender com mais certeza a nossa evolução.

Não se pode confundir a teoria do policentrismo com a do poligenismo, de carater racista e que foi levada ao extremo nos anos 1930. Fazia do chipanzé o antepassado da raça branca, do gorila o da raça negra, e do orangotango o da raça amarela.

O homo sapiens constitui uma espécie única, como provam as possibilidades de interfecundação entre as diferentes raças.  A palentologia é confirmada pela genética que somos todos uma única raça: a  raça humana. Ela só pode provir, por isso, de uma espécie única. A esse respeito, o policentrismo não faz mais do que antecipar no tempo o problema da origem do homem atual.

Somos da raça humana, mas nossos ancestrais povoaram diversas regiões do mundo e talvez porisso somos originários de várias raças cuja ecência humana é única. Podemos admitir que durante milênios, pela ação de misturas, constituiu-se, a partir de diferentes grupos mas em propporção variável, um grupo genético  comum à huanidade inteira. Podemos até pensar que o próprio homem de Nenderthal nos legou alguns de seus genes. O importante é compreender que todos os acontecimentos da evolução se processaram através de uma única espécie: a nossa.

As raças atuais, quer sejam oriundas das três raças Cro-Magnon, Grimaldi e Chancelade, só se diferenciaram a uns 10 mil anos, quando as práticas da agricultura e da criação de animais, levando à vida sedentária, possibilitaram ao clima operar a separação entre as mutações de pela clara e as mutações de pele escura.

Mesmo sob estas luzes que iluminam a pré-história subsistem enormes regiões de sobra. Os próprios fatos ainda continuam escassos. Quanto mais voltamos no tempo mais difícil fica encontrar as provas definitivas.

DEUS, O CÉREBRO E O ESPIRITO

Com o despertar da consciência o homem passou a encarar o espaço que o rodeia como epifania do divino. A divisão do espaço sideral surge como padrão temporal traçado pelo movimento dos planetas.

Como vimos na evolução do homem, o cérebro avolumou-se na medida em que o homem evoluia rumo aos nossos dias.

A humanidade, pela sua própria natureza como um todo, possui instintos de imaginação e ação, participando dos acontecimentos cósmicos com sonhos e ritos religiosos.  O homem primitivo vivia num permanente estado de terror e medo que resultava em constantes celebrações e ritos mágicos, destinados a manter longe os aspectos pavorosos da natureza. Todos os acontecimentos climáticos inesperados despertava o medo e a desconfiança.

A existência toda está entrelaçada pelo ciclo da transformação. O nascimento, a morte e o renascer é  um interminável fenômeno da existência que nossa mente ainda não atingiu a maturidade do entendimento.

A matéria que compõe e permite a existência da vida já é assunto amplamente discutido e conhecido, mas a mente tem poderes que estamos longe de compreender. A mente, Deus e o espírito de cada ser vivo são mistérios que de fato ainda não podemos definir e compreender com certeza absoluta.

 Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

sexta 13 fevereiro 2009 10:40



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