A VIDA EXISTE GRAÇAS À ENERGIA CÓSMICA

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A VIDA EXISTE GRAÇAS À ENERGIA CÓSMICA

                       Todos nós, animais e plantas somos energia pura. Aquilo que chamamos de corpo é apenas uma pequena parte dessa energia que só foi possível por uma engenhosa formação de água e minerais. O sol é a fonte de enegia (cósmica) que permite a vida  (energia vital). Se ele apagasse toda a vida deixaria de existir imediatamente.

                        Podemos dizer que o sol é uma usina que possui imensa quantidade de energia em seu núcleo. Está em permanente erupção e projetoa "faíscas" que se expamdem pelo espaço até os limites do seu poder ou domínio.  Estas "faiscas" formaram os planetas que o circundam. Entre estes planetas está a Terra, cuja formação com diversos minerais e água permite a existência da vida.  Se pusermos uma semente saudável sobre a terra e a cobrirmos para não receber a luz solar ela não germinará, simplesmente se desintegrará. Mas se permitirmos que receba a energia solar (cósmica) ela germinará e se transformará numa bela planta ou até uma frondosa árvore.

                       O mesmo acontece com os "seres" animais, entre eles o "ser" humano.  Todo o  animal se forma pela engenhosa combinação do DNA de seu gerador (os pais).  Dessa forma, um besouro gerará outro besouro, um pinhão gerará um pinheiro, uma vaca gerará um bezerro e a mulher gerará um bebê, sua imagem e semelhança. 

                      Recentemente os cientistas descobriram que todos nós ainda possuimo genes do homem de Neanderthal, que existiu a cerca de 40 mil anos. Dessa forma, fica provado somos a reencarnação de todos os nossos ansestrais. Esta é, portanto, a verdadeira reencarnação que naturalmente nada tem a ver com opiniões religiosas e doutrinas. É apenas uma questão cinentifica que a cada dia mais nos aproxima da verdadeira origem da ida.

                       A energia cósmica vinda do sol está dispersa e acupando todos os espaços. No momento em que uma planta ou um ser animal nasce, recebe parte dessa "energia pura"  que então se transforma em "energia vital" .  No caso dos animais, (entre eles os seres humanos)  enquanto estiver ligado (pelo cordão umbilical) ao corpo que o gerou, estará reebendo energia vital  desse corpo; e, no momento da separação passa imediatamente a ter sua própria energia que é autônoma e insubordinada. Aí começa uma nova vida independente. Ela durará o tempo que esse corpo tiver condições de se manter. No momento que ele adoecer gravemente, envelhecer ou simplesmente tiver algum órgão vital inutilizado, a energia que lhe deu vida se retirará e o corpo se desintegrará, voltando a ser água e minerais. É o que chamamos erroneamente de morte.  Porque a morte literalmente não existe; existe apenas a decomposição de um corpo que perdeu sua "energia vital" .         Quanto à energia, que deu vida àquele corpo, imediatamente voltará a seu estado anterior, ou seja, de energia pura.  Essa energia continuará seu caminho pelo universo, mas, de alguma forma sempre estará conectada a outras energias semelhantes. E assim ela poderá voltar a dar energia vital a algum ser semelhante e, muitas vezes bem próximo do anterior.  Pode até ser da mesma família e assim ter o mesmo o genoma. Mas é preciso compreender que não se trata de uma "reencarnação" e sim de uma nova "encarnação", dando energia vital a um novo corpo.     Dessa forma o mundo que conhecemos continuará, num permanente ciclo de nascimento e morte; e isso só acabará quando o sol esgotar toda sua energia cósmica e apagar-se definitivamente. Nesse momento toda a vida que depende dele simplemente deixará de existeir.

                        Encarnação é inevitavelmente dependete de matéria (minerais e água). Já a energia cósmica é pura e invisível e por si só não pode possuir carne ou matéria. Pode apenas transmitir energia vital a um novo corpo que acaba de nascer. 

                        As religiões  e outras doutrinas acreditam, não por provas científicas, mas sim por imaginação, que a energia (que chamam de alma ou espírito) reencarna em seres que nascem.  Mas a verdadeira reencarnação acontece com a transmissão genética de um ser para seus descendentes. Portanto, cada ser que existe é a reencarnação de todos os antepassados dos quais possui algum vestígio de genoma. Isso acontece não somente com os animais (entre eles o homem), mas também com todas as plantas e vegetais que existem. 

Nicéas Romeo Zanchett 

domingo 02 fevereiro 2014 12:53


DEUS E A NOSSA ESPIRITUALIDADE

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                                        DEUS E A NOSSA ESPIRITUALIDADE 

                       A filosofia nasceu com a intelectualização do homem no momento em que ele se tornou auto-consciente - (self-conscious). A transição do "homo sentis" para o "homo sapiens" marca o início da filosofia. 

                       A inteligência - inter (entre) legere (ler, ou primitivamente, apanhar, colher), como a própria palavra diz, é uma faculdade tipicamente humana embora, em grau bem inferior; também existia  em outras formas de vida que conhecemos neste planeta. Portanto, podemos definí-la como a faculdade que lê, apanha ou percebe algo entre as coisas individuais, um nexo oculto que os sentidos orgânicos não percebem. O ser dotado apenas de sentidos orgânicos não percebe senão coisas individuais, concretas, geralmente chamadas físicas ou materiais. Os sentidos só percebem a multiplicidade das coisas, mas não percebem nenhuma unidade no mundo. O homem, embora perceba também essa mesma pluralidade, objetos dos seus sentidos, concebe através dessa pluralidade periférica a unidade central do cosmos. Em outras palavras: percebe a unidade através da multiplicidade. Considerando que a multiplicidade é periférica e aparante e a unidade é central e real, só um ser que percebe a unidade pode perceber a realidade do mundo. Portanto, o homem enxerga a realidade do mundo através das suas aparências. 

                       Considero que a frase mais profunda e abrangente, atribuida a Jesus Cristo, foi:  "Conheceis a verdade - e a verdade vos libertará". 

                       Somente pela posse da verdade é que o homem adquire a verdadeira liberdade. Quem vive na ignorância ou no erro (inverdade, irrealidade), é escravo. Seu castigo será sempre manter-se no atraso espiritual. Acima de tudo, precisamos amar a sabedoria. E na sabedoria estão todos os homens, seres vivos e a matéra (aparentemente inerte), porque são uma parte do "tudo". A renúncia do "eu", com todos os axiomas intelectuais e teorias, é um obstáculo no caminho da perfeição. Uma vida egoísta, na esperança de poder enganar a Deus e crescer espiritualmente, é incompatível com a "realidade". Existe um juíz divinal dentro de cada "ser inteligente" que não pode ser enganado; ele faz parte dos pensamentos mais secretos e no final sempre saberá julgar com absoluta justiça. Portanto, quando alguém rouba, engana seus semelhantes, desvia dinheiro público, mata,  está construindo sua própria decadência espiritual. Ele pode imaginar que, por ninguém saber, não será punido. Mas não percebe que sua própria inteligência se encarregará dessa tarefa porque seu juíz interior (a consciência) sempre sabe de tudo e um dia julgará. 

                         O mundo, que é "algo", não veio do "nada", mas sim do "tudo".  É desse pensamento que surgiu a teoria do Big-Bang (explosão do "tudo" que estava concentrado num determinado ponto). Todos esses "algos" que chamamos mundos, emanaram, não da infinita vacuidade do "nada", mas da infinita plenitude do "tudo". É esse "tudo" que as religiões chamam de "Deus". De Deus emamam  constantemente, os fenômenos, os mundos, os universos - e a Ele retornam sem cessar. 

                        Não vejo como uma modesta sabedoria humana possa, com precisão, definir o que é Deus. Mas, para melhor entendermos, vamos definir Deus como o Poder Criador do Cosmos (Pai, Brahma); Deus é a Sabedoria Dirigente da Natureza (Filho, Vishnu); Deus é amor Perficiente do Universo (Espirito Santo, Shiva). 

                        Todo o universo fenomenal emanou da eterna realidade, Deus, "o tudo" que provocou a Grande Explosão. Embora pareca difícil, é preciso compreender que o universo não emanou de Deus, como um líquido emana de um recipiente, mas sim como o pensamento emana da alma. Emanação material implica em separação, afastamento, distanciamento entre aquilo que emana e aquilo do qual emana. Entretanto, não é isso que acontece no mundo da Absoluta Realidade. O pensamento, quando emana da alma continua a estar dentro da alma; não há possibilidade de separação entre o pensamento e a alma, pois no mesmo instante em que o pensamento fose separado da alma, deixaria de existir. O pensamento só é real enquanto permanece na alma, imanente ao ser. Portanto, o pensamento é a própria alma enquanto esta pensa; são inseparávelmente unidos e até certo ponto idênticos. Pois é dessa forma que o universo fenomenal emana de Deus; é, pois, uma permanente manifestação, revelação ou atividade de Deus. 

                      Deus não equivale a este ou aquele fenômeno, mas sim à essência  eterna de cada um. O íntimo ser de cada coisa é Deus, mas não seu "exitir" perceptível pelos sentidos ou concebível pelo intelecto. No plano do "ser" nãda há e nem pode haver fora de Deus, mas sim no plano "existir" . Uma simples planta que hoje começa a existir como este fenômeno individual, já "era" (ou, mais corretamente), "é" desde toda a eternidade como "realidade", ou parte inseparável de Deus. 

                     Uma vez que Deus é a única "ralidade", a essência e o íntimo de todas as coisas, podemos concluir que todas essas coisas nunca poderiam "começar" nem "continuar" a sua existência fenomenal sem que a eterna "ralidade" lhes desse e conservasse essa existência individual. Portanto, tudo existe graças à permanente imanência da Divindade em todos os seres vivos, materiais ou imateriais. Nenhum ser individual pode deixar de "ser", cair no abismo do puro "nada", mas pode deixar de existir como fenômeno individual e voltar a fazer parte do "tudo". Em outras palavras, pode deixar de ser "algo" individual e voltar a ser parte da infinita e indestrutível "ralidade", Deus, o "tudo".  

                     O deísmo do século 18 considrava o mundo como uma criação de Deus no sentido transcendente, e não imanente; segundo os deístas,  teria Deus, em tempos pretéritos, criado o universo material e depois abandonado a seu destino, retirando-se, em seguida, para seu palácio transcendente e misterioso, para além das fronteiras deste mundo visível. Se fosse tão simples assim o mundo teria voltado a um puro "nada". 

                     A onipresença de Deus não é uma simples coexistência com os fenômenos individuais; como se esses fenômenos existissem e com eles existisse Deus. Nenhum fenômeno existiria individualmente sem a imanente criadora presença de Deus; seriam o puro "nada" no plano fenomenal. Como já disse e volto a enfatizar, Deus é o "tudo". Portanto, quando fazemos mal a qualquer ser individual, seja ele vegetal, animal ou mineral, estamos atingindo o "tudo" do qual fazemos parte.

                      Nascer e morrer não são princípios nem fins absolutos; são apenas um começar e acabar relativos. Um ser nasce quando emerge do oceano infinito da "realidade" absoluta e universal, e como onda, pequena ou grande, aparece na superfície visível desse imenso abismo inviível que chamamos de universo, "natureza".  Antes de emergir desse abismo o ser possui "realidade universal", depois de mergir possui "exitência individual", podendo ser objeto verificável por um ou mais dos nossos sentidos. Um ser morre quando abandona a tona perceptível do oceano cósmico e torna a submergir nas imperseptíveis profundezas da eterna "realidade". Portanto, a existência do homem é anterior à sua encarnação, como também será posterior à sua desencarnação. 

                       A "ralidade" é, pois, a infinita "atividade criadora", a  "Consciência Cósmica Universal", da qual todos os seres, materiais ou imateriais, recebem sua parcela de "consciência individual". Não existe nenhum "ser" que não seja de algum modo consciente; mesmo  que seja em tão primitivo grau que, visto da altura da nossa auto-consciência humana, nos pareça inconsciente. Do incessante transbordar da infinita plenitude criadora é que vem o "ser" conciente para agir com livre arbítrio. É esse livre arbítrio que determinará sua história e futuro. O futuro poderá ser de ascensão ou descensão, dependendo da sua maneira de agir como "ser" individual. 

                       A consciência humana ainda não está suficientemente desenvolvida para captar os fatos emanados da alma (fatos que chamamos de espirituais), para então tirar suas conclusões. Os nossos sentidos ainda estão muito dirigidos para a matéria rude.  Essa matéria é muito atrativa e é nela que muitos sucumbem. Todo o excessivo acumulo de bens materiais é acumulo da matéria que irá sucumbí-lo (em vez de, espiritualmente, ascender irá descender).  Quando um "ser" acumula bens desnecessários, está tirando dos sers que estão carentes deles. O julgamento e punição serão feitos pela consciência - juíz divinal de cada um. Ela tudo vê, tudo sabe e dela ninguém escapa. 

                       Três grands lutas tem de sustentar o homem até chegar a uma relativa quietação interior: 1 - a luta entre a matéria e o espírito, que é individual; 2 - a luta entre a liberdade e a autoridade, que é social; a luta entre o intelecto e a fé, que é metafisica. Esta última  atinge às mais profundas raízes do ser humano, lá onde corre a linha divisória entre Deus e o homem, entre o finito e o infinito.

Se já conhecêssemos as forças divina que estão adormecidas no nosso interior e se as aperfeiçoássemos durante o curto período de transição aqui na Terra, ao invés de dirigir nossa energia para assuntos terrenos sem importância, avoluiríamos no decorrer do tempo, e nos aproximaríamos mais da perfeição. Voltaríamos ao "tudo" como seres espiritualmente amadurecidos. Não procuramos  essa perfeição pela ignorância que ainda temos sobre as forças secretas da natureza - o "tudo" -, das quais fazemos parte. A "natureza" é uma força criada, temporal, espiritual, corporal e real; uma imagem do espírito não criado, interminável, eterno, tanto visível quanto invisível. Todo o universo consiste em pensamentos materializados do Criador, o "tudo". Não há nada diferente, não havia nada diferente e jamais haverá algo diferente no tempo da eternidade. 

                    O homem comum considera a inteligência consciente como o mais perfeito estado do ser humano, o que é, certamente, um grande erro, ou então uma filosofia infantil. Há um estado superconsiente, que é incomparavelmente mais perfeito do que o estado comumente chamado consciente. O gênio, nos seus momento mais fecundos, não age de um modo plenamente consciente; está "inspirado", isto é, tomado de um espírito, de uma força cósmica que não conincide simplesmente com o "eu histórico desse homem";  é algo que ultrapassa todas as barreiras da sua consciência intelectual. O verdadeiro gênio é antes "atuado" do que "atuante"; é empolgado e arrebatado por alguma potência superconsciente e, quiçá, ultra-personal. Nesse sentido, temos exemplos maravilhosos que comprovam este estado de superconsciência; são muitos os exemplos que poderia dar, mas vou citar apenas três casos conhecidos: o pequeno gênio Mozart que começou a compor com apenas cinco anos; o famoso pintor Van Gogh que produzia suas mais brilhante obras em estado de quase loucura; e também o brasileiro Zé Arigó, médium que, sob atuação de alguma força extra-sensorial, com um simples canivete fazia operações cirúrgicas inexplicáveis, mas com absoluto sucesso. 

                     Uma das palavras mais felizes que a língua humana possui é "extase". "Ec" ou "ex" quer dizer "fora"; "statis" significa o "ato de estar". De maneira que êxtase diz literalmente o estado de um homem posto fora de si mesmo. Todo o homem superconsciente acha-se "fora de si mesmo", porque seu verdadeiro "Eu" ultrapassou o âmbito dos sentidos e do intelecto consciente, e entrou numa zona ignota, anônima, vedada a essas faculdades diurnas; entrou na zona noturna que são o domínio da faculdade superconsciente. De per si, é essa zona noturna dos sentidos e do intelecto, mas para estas faculdades inferiores ela é noturna - assim como a luminosa claridade do dia é escuridão para as aves noturnas, ao passo que as trevas lhes parecem luminosas. É muito conhecido o trabalho do Kardecista (espírita) Chico Xavier; ele entrava em transe  e escrevia livros que jamais conseguiria em estado consciente. 

                      A alma ou espírito humano, superando os sentidos e o intelecto, entra no reino da superconsciência. Devido ao caráter misterioso desse estado superconsciente, muitos confundem com a subconsciência - como se uma luz excessivamente forte fosse idêntica à treva, pelo simples fato de ultrapassar os limites da penumbra. A nossa atual consciência intelectiva é comparável à penumbra, ao passo que a superconsciência é luz integral. 

                     O homem possui vários sentidos em seu estado latente, com os quais pode perceber aparições espirituais que não entende. A intuição, por exemplo, está vagamente presente na maioria dos homens, apesar de dominada pelo intelecto. Ela funciona como que  (a exemplo) uma antena ou aparelho receptor dotado de extrema sensibilidade; apanha vibrações que não seria possível com o aparelho grosseiro da consciência puramente itelectiva. Todos os sensitivos tem uma inteligência além da sua inteligência normal, comum. Também a telepatia é um fenômeno que depende do funcionamento da mente. O sistema básico do cérebro para o processamento das informações é o mecanismo empregado na telepatia, na clirividência e na precognição. A Informação está construída na própria estrutura do univero. Nossa mente não passa de uma pequenina máquina local, mas exite uma inteligência  coerente, de incalculável grandeza, que está por trás. É difícil saber  se esses mentores são seres inteligentes, autônomos, independentes, ou se é a mente de um médium desencarnado. O que podemos concluir é que exitem inteligências por trás, que os sistemas  materiais são influenciados, transformados, deformados, que há forte energia invisível sendo empregada. Poderíamos dizer que somos parte de um sistema de saída e entrada que estabelece comunicação com o sistema universal. Tudo indica que nessas ondas  existem sistemas de velocidades acima do da luz e que essas inteligências estão em outros espaços e dimensões; são inúmeros universos paralelos, separados pelas suas velocidades e para atravessar de um território para outro, é preciso ultrapassar a barreira da velocidade. É a energia e inteligência trabalhando juntas em certo lugar no tempo e no espaço.  A alma existe e é o nosso "locus", ela faz parte desse sistema, desta inteligência que permeia o universo. O grande desafio está na alma conhecer a energia que exite nesta galáxia em que vivemos e que já foi definida pela física. Quando chegarmos a compreender o sistema físico - a levitção, a desmaterialização, a rematrialização - e conseguirmos manipular e dominar a energia  e a matéria, então teremos trminado o que viemos fazer e seguiremos em frente, rumo ao próximo planeta ou à próxima galáxia. Dessa forma iremos caminhando, aprendendo a manejar os diferentes aspecto do univero, as diferentes velocidades, espaços e tempos que existem. 

                       Os jovens de nossos dias estão à procura de um "porto seguro" que deveria estar no centro de todos os ensinamentos científicos ou religiosos. Aciência lhes ensina tudo sobre sua forma exterior, sua anatomia, sua psicologia, suas relações com o mundo físico. Ele sabe que sua forma exterior morrerá e que o conhecimento sobre a existência limitada do corpo é pequena e sem importância quando comparada ao tesouro do seu ser espiritual interior. Mas ele procura alguma segurança sobre seu "ser", independentemente da sua forma e aparência exterior. Mas a ciência mantem silêncio sobre esse problema e isso leva-o a procurar as Igrejas, que também não sabem o que dizer. São mais de 300 igrejas cristãs, seitas e organizações fazendo afirmações contraditórias. Não tem provas dos testemunhos que pregam e muito menos razão para torná-los aceitáveis ou dignos de crença. Mas cada uma dessas comunidades clericais ou seitas dizem possuir a única verdade e aquele que não acreditar será amaldiçoado eternamente. Dessa forma, o jovem continua perdido  nas suas dúvidas. Muitos silenciam a voz da razão e da dúvida, entregando-se cegamente a uma crença. Outros, os intelectuais,  concluem que nunca terão respostas para suas perguntas e passam a pensar apenas em si próprios, procurando tornar o mais agradável possivel, no sentido material, sua estada aqui na Terra. 

                      Por ser o homem, um "ser espiritual", o seu cérebro é facilmente condicionado a aceitar cegamente uma doutrina ou dogmas; somos levados a crer que determinado sistema religioso -(igreja) é o único que nos trará a verdade. É isso que tem permitido a proliferação de diferentes igrejas, muitas delas exploradoras e puramente comerciais. Mas quando nós, dentro de toda a razão, com a nossa inteligência, livres de emoções, estudamos um bom número de sistemas religiosos, comparando seus símbolos e alegorias, seu significado secreto, iremos concluir que todas as religiões possuem  uma verdade fundamental comum,  que a maioria dos crentes não percebe, a identidade da "natureza" com o divino e o espírito eterno que nela age. Este Deus Universal, o "tudo", é muito mais ilimitado do que o Deus das Igrejas. Ele não precisa de ser chamado, agradado ou intermediado pelos sacerdotes, apóstolos ou pastores. Ele é a força energética eterna, tão inviolável quanto à lei mais perfeita. O Deus  das religiões é aquele que ora castiga e ameaça, ora perdoa e concede "milagres" a quem os homens intimamente respeitam. Mas o verdadeiro Deus não é só da humanidade; é do universo. É uma força eterna, da qual tudo o que existe participa, querendo ou não, porque  cada um é parte do "tudo", a sabedoria universal. 

                     Sendo Deus e as coisas divinas algo essencialmente ultra-intelectivo e superconsciente, é natural que essas supremas realidades sejam mais facilmente etingíveis por uma faculdade superconsciente como é a intuição, do que por uma faculdade conciente como é a inteligência. 

                     Os símbolos dos filósofos herméticos da antiguidade foram adotados pelas modernas Igrejas Cristãs. Muitos desses símbolos já existiam desde tempos antigos, embora os nomes dos princípios que eles representam tivessem sido modificados repetidas vezes. Na  Igreja Católica, a maior do mundo, encontramos símbolos que os egípcios já usavam, como também os antigos brâmanes, e, posivelmente até os povos da antiga e inigmática Atlântida, cuja história se perdeu na noite de um passado distante. Sacerdotes e fiéis curvam-se diante desses símbolos porque lhes foi ensinado que são lembranças históricas da morte de Jesus de Nazaré, que viveu a apenas dois mil anos. 

                     As estátuas que representam os deuses gregos e romanos não representavam pessoas, mas sim forças universais da natureza.  Encontramos essas mesmas forças no Mahabharata, nos poemas de Homero e em muitos outros livros inspirados. 

                      Quando uma religião entra em decadência, o significado secreto  dos símbolos se perdem. Isso prova que o "espírito" que deu luz àquela religião, desapareceu. Em todas elas o "saber" é susbtituído pela crença, pelo conceito. A forma exterior de uma religião desse tipo pode sustentar-se por algum tempo, mas no final ela também desaparecerá. Isso aconteceu com os gregos, com os romanos, com os egípcios, e atualmente acontece com as igrejas cristãs. 

                      Muitas leis ocultas e forças misteriosas são ignoradas pela humanidade. A conciência humana ainda não se desenvolveu suficientemente para captar esses fatos, mas, por enquanto, basta-nos observar que o nosso pequenino planeta está borbulhando de vida inteligente, cuja beleza ultrapassa nossos sonhos mais ambiciosos. Compreender e respeitar isso é tão importante que disso pode depender a nossa própria existência como "ser humano".

Nicéa Romeo Zanchett

http://espiritualidadeereencarnacao.spaceblog.com.br 

quarta 10 julho 2013 09:59


A IMORTALIDADE DA ALMA - Por Nicéas Romeo Zanchett

Blog de conscienciacosmicauniversal :CONSCIÊNCIA CÓSMICA UNIVERSAL, A IMORTALIDADE DA ALMA - Por Nicéas Romeo Zanchett

                                                          A IMORTALIDADE DA ALMA

                     O homem é o palco de duas características de fenômenos diferentes: a material que se pode medir quantitativamente com o seu funcionamento fisiológico -alimentação, digestão, circulação sanguinea, etc; o espiritual com outros qualitativos, perceptíveis somente à consciência, como a alegria, o pensamento, o remorso, a volição. De forma que temos que admitir que o homem é composto de duas substâncias incompletas, essencialmente ordenadas uma para a outra, mas distintas. A primeira é extensa, divisível e palpável, substrato dos fenômenos fisiológicos, o corpo; a segunda é simples, mas perceptivel unicamente pela consciência, a alma.

                    O corpo é múltiplo, isto é, composto e, por conseguinte, divisível; renova-se sem cessar; é material.

                    A alma é essensicalmente una, e portanto, simples; é sempre idêntica a si mesma; é espiritual porque existe independentemente da matéria e das condições da matéria no ser e no operar.

                    Apesar da alma estar substancialmente unida ao corpo, e depender do concurso direto do organismo para suas operações sensitivas; e apesar das faculdades superiores necessitarem das faculdades sensitivas, e por conseguinte, suportarem também certa influência direta dos órgãos - que são materiais - é intrinsecamente independente do corpo nas funções intelectuais, porque ela pensa e tem seu próprio querer sem auxílio dos órgãos. Portanto, a alma não está completamente imersa na matéria, que é independente dela sob diversos aspectos, e que, por conseguinte, é verdadeiramente espiritual.

                    A consciência atesta-nos que nos meios dos múltiplos fenômenos que experimentamos, o sujeito "EU", que os experimenta ou os produz, não desaparce com cada um deles para ceder lugar a outro; diferentemente da matéria, a alma sobrevive aos seus atos e às suas modificações. O "Eu" permanece idêntico em todos os momentos de sua duração; hoje é o mesmo que era ontem e assim será amanhã. É a alma que nos permite recordarmos do passado.

                    Todo o nosso organismo está  em permanente renovação. No passado se julgava-se que essa renovação se dava ao longo de sete anos; as experiências do pesquizador Flourens provaram que a renovação do corpo era obra de alguns meses. Pensava-se que era parcial, hoje sabe-se que é integral. Sabemos também que nenhuma parte superficial ou profunda, mole ou resistente do organismo escapa a essa renovação.

                    O nosso sentimento de responsabilidade é também uma prova de identidade da alma. Sentimo-nos responsáveis, temos remorsos e arrependimentos duma má ação cometida a tempos atrás. Ora, só nos sentimos reponsáveis ou arrependidos pelo mal cometido por nós  mesmos e nunca pelos males feitos pelos outros. E isto é a prova de que o "Eu" - alma - permanece idêntico a si mesmo.

                   Todo o homem só tem uma alma; é ela que pensa e quer. Pela mesma razão e do mesmo modo imediato, a consciência percebe todos os fenômenos psicológicos, e abribui-os ao mesmo "Eu"; é por essa razão que dizemos: o meu pensamento, a minha dor, o meu sentimento, a minha decisão. Portanto, a nossa alma forma ideias e a ideia é imaterial. Da mesma maneira, a inteligência, faculdade do pensamento, deve ser imaterial, porque é a alma que opera pela inteligência e, assim sendo, é imaterial pela mesma razão.

                    A lei fundamental da matéria é o determinismo; é absolutamente indiferente para o repouso ou movimento. A alma, ao contrário, é livre e tem faculdade de se mover a si mesma, de querer operar ou não operar, de resistir ou ceder aos impulsos da sensibilidade ou das ideias; não está submetida às leis da materia, como o corpo, e sobre este aspecto é também evidentemente espiritual.

                     O espírito não é matéria em via de progresso como pretente o materialismo; a matéria, por sua vez, não é espírito apagado ou inteligência adormecida, como afirma o espiritualismo monístico; os seus atributos, por serem contraditoriamente opostos, formam, por assim dizer, os dois polos do ser humano, e nenhuma evolução seria capaz de preencher o abismo que os separa.

                    O espiritualismo dualista admite, com razão, duas substâncias incompletas irredutivelmente distintas, embora intimamente unidas, no ser humano.

                    Podemos dizer que a alma, pelo fato de ser simples, idêntica e espiritual, é necessariamente distinta do corpo, que é composto mutável e material. De forma que podemos concluir que a alma é imortal e, diferentemente da matéria, é intransferível.

                    A imortalidade consiste na sobrevivência substancial e pessoal do "Eu", na identidade permanente da consciência idêntica, isto é, da alma que conserva as suas faculdades de conhecer e amar, sem as quais não há felicidade humana.

                     O corpo, que se compõe de elementos heterogêneos, desistegra-se e dissolve-se naturalmente, tão logo que se separa do seu princípio de unidade, da sua forma substancial que é a alma. Já a alma, ao contrário, sendo metafisicamente simples e espiritual, não pode decompor-se nem desintegrar-se como acontece com o corpo que é materia numa determinada forma de composição - no caso - o corpo humano.

                     Em relção à questão moral, é fácil observar que neste mundo nem a natureza, nem a sociedade, nem a própria consciência, que é o juíz de cada um, dispõem de sanções suficientes para recompensar plenamente a virtude ou punir adequadamente o vício; é, pois, necessário que haja outra vida, onde  a justiça seja plenamente satisfeita e a ordem definitivamente restabelecida.

                      A ganância das pessoas leva-as a aspirar bens ilimitados. Já os sábios  aspiram um objeto infinito, uma verdade, beleza e bondade absolutas, cuja posse permite ser perfeitamente felizes. Por mais progresso que façam no conhecimento da verdade, no amor da beleza, na prática do bem, nunca se sentem plenamente satisfeitos. Quanto mais progridem tanto mais se ascendem os seus desejos, mais aumentam suas exigências; isto prova que as nossas faculdades superiores possuem capacidade ilimitada que não se pode satisfazer completamente fora deste bem infinito, que não é outro senão o mesmo Deus Cósmico Universal, do qual, cada um de nós é uma pequena parte.

                        Se há um Deus sábio e justo deve haver outra vida onde se restabeleça o equilíbrio entre o que queremos e o que podemos, uma vida onde sejamos perfeitamente felizes. Um Deus sábio e justo não exige rituais e recompensas, não p´recisa de intrmediários, nem impõe violentamente a sua criatura para um fim que jamais poderemos alcançar. 

                        Nossa vida na terra é um sopro passageiro. Não podemos gozar plenamente dos bens materiais que possuímos se a cada momento receamos perdê-los; esta incerteza é tanto mais pungente quanto mais precioso é o bem possuído. A duração ilimitada é, evidentemente, que constitui o elemento essencial da felicidade completa, e, portanto, não está aqui. Ela está além da vida. 

Nicéas Romeo Zanchett

terça 09 julho 2013 09:38


A NATUREZA DA ALMA - Leibniz

Blog de conscienciacosmicauniversal :CONSCIÊNCIA CÓSMICA UNIVERSAL, A NATUREZA DA ALMA - Leibniz

                                            A NATUREZA DA ALMA - por Leibniz

     O corpo orgânico de cada ser vivo é uma espécie de máquina divina ou autômata natural, que infinitamente sobreleva todos os autômatos artificiais.  Porque a máquina feita pela arte do homem é uma máquina em cada uma das suas partes. Por exemplo, o dente duma roda de metal tem partes ou fragmentos que para nós não são produtos artificiais, e que não tem os característicos especiais do maquinismo, porque não dão indicação do fim que a roda é destinada. Mas os maquinismos da natureza, isto é, os corpos vivos, são maquinismos mesmo nas suas mais pequenas partes "ad infinitum". é a diferença entre a natureza e a arte, isto é, entre a arte divina e a nossa. É possível ao autor da natureza empregar este poder divino e infinitamente maravilhoso da arte, porque cada pedaço da matéria não só é infinitamente divisível, como notaram os antigos, mas é realmente infinitamente subdividido, cada parte em outras, cada uma das quais tem qualquer movimento próprio; de contrário seria impossível que cada pedaço da matéria expressasse o universo inteiro. 

     Daqui se vê que na mínima partícula da matéria há um mundo de criaturas, seres vvivos, animais, entelequias, almas. 

     Cada pedaço de matéria pode conceber-se como tal qual um jardim cheio de plantas ou um lago cheio de peixes. Mas cada ramo de cada planta, cada membro de cada animal, cada gota dos seus elementos líquidos é também outro tal jardim o lago. 

     E conquanto a terra e o ar que estão entre as plantas do jardim, ou a água que está entre os peixes do lago, não sejam nem peixe, ainda assim também contém plantas e peixes, mas na sua maioria duma pequenez para nós imperceptível. 

     Daqui se vê que cada corpo tem uma entelequia, que num animal é a alma; mas os membros deste corpo vivo estão cheios de outros corpos vivos, plantas, animais, cada um dos quais tem também a sua entelequia ou alma dominante. 

     Não se deve imaginar, como tem feito alguns que tem compreendido mal o meu pensamento, que cada alma tem uma quantidade ou porção de matéria que exclusivamente lhe pertence ou para sempre está ligada, e que por consequência é senhora de outros seres vivos e inferiores, que estão eternamente afetos ao seus serviços. Porque todos os corpos estão num fluxo perpétuo como os rios, e partes continuamente entram e saem deles. 

Assim a alma muda de corpo apenas gradualmente, pouco a pouco, de modo que nunca lhe faltam todos os seus órgãos; e que há muitas vezes metamorfoses nos animais, mas nunca  metempsicose ou transmigração de almas; nem há almas de todo separadas (do corpo) nem espíritos sem corpo. Só Deus é completamente sem corpo. É por isso também, que nunca há geração absoluta nem morte completa, no sentido exato, consistindo na separação da alma. Aquilo a que chamamos gerações são desenvolvimentos e crescimentos e aquilo a que chamamos mortes são envolvimentos e diminiuções. 

     Tem dado muito que fazer aos filósofos a origem das formas, entelequias ou almas; mas sabe-se hoje, pelo estudo acurado das plantas, insetos e animais, que os corpos orgânicos não são nunca produto do caos ou da putrefação, mas vem sempre de semente onde havia sem dúvida qualquer preformação; e sustenta-se que não só o corpo orgânico estava la antes da concepção, mas também uma alma nesse corpo, em suma o próprio animal;  e que por meio da concepção este animal foi simplesmente preparado para a grande transformação que envolve "o tornar-se um animal de outra espécie". É qualquer coisa neste gênero que se vê caos que não são de nascimento, quando por exemplo, larvas se tornam moscas e lagartas, borboletas... 

     Estes princípios deram-me meio de explicar naturalmente a união, ou a conformidade da alma e do corpo orgânico. A Alma segue suas próprias leis, e o corpo do mesmo modo segue as suas, e concordam um com o outro em virtude da harmonia pré-estabelecida entre todas as substâncias, visto que são todas representações do mesmo e único universo.

      As almas agem segundo as leis das causas finais por apetições, fins e meios. Os corpos agem segundo as leis de causas eficientes ou movimentos. E os dois reinos, o das causas eficientes e o das causas finais, são harmônicos entre si. 

       Segundo este sistema os corpos agem como se (para supor o impossível) não houvesse alma, e as almas agem como se não houvesse corpo e ambos agem como se cada um influenciasse o outro.

     Com respeito aos espíritos ou almas racionais, conquanto ache que há no fundo a mesma coisa, em todos os seres vivos e animais, como acabamos de dizer (isto é, que os animais e a alma começam a "ser" quando o mundo começa e, como o mundo, não tem fim), ainda assim há esta peculiaridade nos animais racionais, que os seus animáculos espermáticos, enquanto não são mais do que espermáticos, tem almas simplesmente ordinárias ou sensitivas; mas quando aqueles que são eleitos, para mim dizer, atingem a natureza humana por uma concepção atual, as suas almas sensitivas sobrem à altura da razão e à prerrogativa de espíritos.  

     Entre outras diferenças que existem entre as almas ordinárias e os espíritos, diferenças das quais já tenho notado algumas, há também esta: que as almas em geral são espelhos vivos ou imagens do universo das criaturas; mas que os espíritos são também imagens da Divindade ou do próprio autor da natureza, aptas para conhecer o sitema do universo, e até certo ponto para o imitar por meio de modelos arquitetônicos, sendo cada espírito como uma pequena divindade na sua própria esfera. 

     È isto que faz com que os espíritos possam entrar numa espécie de comunicação com Deus e faz com que se dê o caso que Ele não é só o que um inventor é para a sua máquina (a qual relação é a de Deus para com todas as outras coisas criadas), mas também o que um príncipe é para os seus súditos, e o que um pai é para os seus filhos. 

Daqui é fácil concluir que a totalidade dos espíritos deve constituir a Cidade de Deus, quer dizer, o mais perfeito Estado que é possível sob o mais perfeito dos Monarcas. 

     Esta Cidade de Deus, esta monarquia verdadeiramente universal, é um mundo num mundo natural, e a mais alta e mais divina entre as obras de Deus; e é nela que a glória de Deus principalmente consiste, porque Ele não teria glória se a Sua grandeza e a Sua bondade não fossem conhecidas e admiradas por espíritos.   É também em relação a esta Cidade divina que Deus especialmente mostra bondade, ao passo que a Sua sabedoria e o Seu poder estão manifestados em parte. 

     Assim como acima mostramos que há uma perfeita harmonia entre os dois reinos da natureza, um de causas eficientes, outro de causas finais, cumpre-nos aqui notar ainda uma outra harmonia entre o reino físico da natureza e o reino moral da graça, isto é, entre Deus, considerado como arquiteto do maquinismo do universo e Deus considerado como Monarca da divina Cidade dos espíritos. 

     Um rsultado desta harmonia é que as coisas levam à graça pelos próprios caminhos da natureza, e que este globo, por exemplo, deve ser destruído e renovado por meios naturais na própria ocasião em que o "governo dos espíritos" o exige, para castigo de alguns e recompensa dos outros.

     Também se pode acrescentar que Deus como arquiteto em tudo satisfaz Deus como legislador, é assim que os "pecados" devem trazer consigo o seu próprio castigo, pela ordem natural, e mesmo em virtude da estrutura mecânica das coisas; e paralelamente que as ações devem obter as suas recompensas por vias maquinais em relação aos corpos, conquanto isto não possa nem deve acontecer sempre imediatamente. 

      Finalmente, sob este governo perfeito, nenhuma boa ação ficaria sem recompensa e nenhuma má ação sem castigo, e tudo deve redundar para bem dos bons; isto é, daqueles que não são descontentes neste grande estado, que confiam na Providência, depois de ter feito o seu dever, e que amam e incitam, como é próprio, o Autor de todo o mundo da lei, tendo-se contemplação das Suas perfeições, seguindo a natureza do verdadeiro "amor puro", que acha prazer na felicidade do ente amado. É isto que leva gente sábia e virtuosa a dedicar as suas energias a tudo quanto pareça em harmonia com vontade presuntiva ou antecedente de Deus, e contudo os faz contentarem-se com o que Deus realmente faz vir a ser pela sua vontade secreta, consequente e decisiva; reconhecendo que se pudessemos conhecer suficientemente a ordem do universo, acharíamos que ele excede os desejos dos mais sábios, e que é impossível torná-lo melhor do que é, não só como um todo em geral, mas também para nós mesmos em particular, se somos dedicados, como devemos ser, ao Autor de tudo, não só como sendo o arquiteto e a causa eficiente do nosso ser, mas como sendo o nosso Senhor e causa final, que deve ser o único fim da nossa vontade, e a única coisa que nos pode tornar felizeS.

 NOTA IMPORTANTE: Ao ler este texto de Leibniz, os leitores devem levar em conta que foi escrito no século 17. Uma época em que a Igreja exercia enorme poder sobre a mente das pessoas. Muitas palavras  usadas por ele são as mesmas usadas pelas religiões. Desde então, tanto a humanidade como a ciência teve grande evolução, principalmente com as descobertas de Ainstein e outros grandes estudiosos e cientistas. Muitas das expressões usadas por ele foram cuidadosamente escritas para permitir que as pessoas da época pudessem entender. 

Nicéas Romeo Zanchett 

BREVE BIOGRAFIA DE "LEIBNIZ 

     Godofredo Guilherme Leibniz, um dos maiores matemáticos e metafísicos do mundo, um gênio universal, nasceu em 1648 em Lípsia - Alemanha-, onde seu pai era professor de filosofia. Prodígio de erudição precoce, entrou aos quinze anos para a Universidade de Lípsia; ali, depois, estudou muito a história e filosofia antigas e modernas; cursou direito durante um ano em Iena; e  recusando-lhe Lípsia o grau de doutor em direito por causa da sua pouca idade, concedeu-lhe Altdorf pela mesma tese, "Casos duvidosos no direito". Indo para Frankfurt em 1697, escreveu um estudo sobre a educação jurídica que atraiu a atenção do arcebispo-eleitor de Maguncia, que o empregou como medianeiro para tentar a união de católicos e protestantes. Em 1672 foi a Paris para induzir Luiz XIV a invadir o Egito, projeto sobre o qual escrevera um livro, e ali se demorou quantro anos, correspondendo-se com sábios de nome, inventando uma máquina de calcula, e em 1676 o cálculo diferencial. Em 1673 faleceu o arcebispo, e depois de procurar entrar para a carreira diplomática, Leibiniz veio a ser, e foi até morrer, bibliotecário do Duque Brunswick em Hanover. Em 1703 escreveu "Os Novos Ensaios Sobre o Entendimento Humano", em 1710 a "Teodicea", em 1714 a "Monadologia". Faleceu em 1716. 

. Estudo e Pesquisa: Nicéas Romeo Zanchett

http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br 





segunda 08 abril 2013 23:01


O PODEROSO DEUS CHAMADO CÉREBRO - Nicéas Romeo Zanchett

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                             O PODEROSO DEUS CHAMADO CÉREBRO

Nós, seres humanos, aprendemos a dar nomes a tudo o que nos rodeia. A palavra Deus é definida, pelas religiões tradicionais, como sendo princípio supremo que consideram superior à natureza; ser infinito, perfeito, criador do Universo; Divindade; objeto de um culto ou de um desejo ardente que se antepõe a todos os outros desejos e afetos. Já a palavra Deusa é dada à divindade do politeísmo; mulher adorável por sua formosura.

Bento Espinosa -(1632 x 1677)- um dos maiores estudiosos da Bíblia e do Talmude, identificou Deus com o Cosmos, a eternidade do mundo, a idéia de que a matéria do Universo seria o corpo de Deus. A visão panteísta de Espinosa leva-o a afirmar que a vontade de Deus é a Soma de todas as causas e leis e que intelecto de Deus é a soma de todos os pensamentos. É por isso que afirma que o espírito de Deus é a mentalidade difusa no espaço e no tempo, a consciência difusa que anima o tempo.

O que buscamos é sempre a felicidade e esta é objeto de nossa conduta; é a presença do prazer e a ausência da dor. Prazer e dor são categorias relativas e subjetivas. O prazer pode ser definido como transição de um estado inferior de perfeição para um estado superior. A dor é a transição de um estado superior de perfeição para um estado inferior.

A emoção é a modificação do corpo e por meio dela o poder de ação do corpo é aumentado ou diminuido. Quando aumenta este poder é boa e quando diminui é má.

O Deus de Espinosa é uma entidade muito próxima do Deus de Platão; um ser superior e tão grandioso que não dispensa tempo para observar e dar ordem aos homens.

Com seu famoso livro póstumo ÉTICA, Espinosa nos leva a perceber que a "salvação" começa pelo conhecimento e que a democracia é um regime político desejável porque se apresenta como a mais racional e permite uma maior acumulação de poder, o poder de todos os indivíduos reunidos. O Estado é necessário porque cada pessoa procura, acima de tudo, os seus próprios interesses, buscando expandir seu poder. Contudo, o Estado não deve ir além de assegurar a liberdade para que cada um possa perseguir o seu ideal de felicidade.

Espinosa estava certo, mas isto só foi reconhecido muito tempo depois de sua morte. Deus é uma palavra que define tudo o que existe e não apenas o que as religiões vem pregando há milênios. É uma força universal de energia e está sob o comando de cada cérebro, seja ele humano ou animal. A força deste comando é determinada pela capacidade do cérebro de cada ser vivo.

O cérebro humano tem cerca de 100 bilhões de neurônios e talvez uns 100 trilhões de conexões. Por aí podemos concluir que seu poder é avassalador.

Na verdade o cérebro pode tudo, mas nós não sabemos usá-lo. Usamos apenas uma pequena parcela que é suficiente para nossas ações. Não poderia ser diferente, pois usá-lo com toda a sua potencialidade seria o poder absoluto. Imaginem como o mundo seria se todos tivessem poder absoluto. Seria a volta ao caos.

A fé é a forma que temos de usar nosso cérebro para conseguir coisas muito desejadas. Ela nos leva a conseguir aquilo que chamamos de milagre. O milagre é possível quando nossa mente consegue desejar alguma coisa com grande profundidade. Este desejo intenso desperta determinada parte do cérebro que permite sua realização. Quando vários cérebros comungam o mesmo desejo tudo fica mais fácil.

Cada ser vivo nasce com determinadas habilidades. Grandes gênios da humanidade sempre estiveram limitados a uma ou algumas habilidades. Mozart, foi um gênio da música e desde criança demonstrou sua imensa capacidade para compor ou tocar; outros foram gênios da matemática, da física, da arte, etc. Muitos como o pintor Leonardo da Vinci tiveram multi-talentos, mas  em todos o limite sempre esteve presente.

Todo o ser vivo está sob o poder de uma energia que é invisível e muito pouco sabemos sobre ela. A simples morte não elimina a energia que deu vida a um ser. É o espírito cósmico que atua em todos os seres. Os humanos tiveram seu cérebro ampliado rápidamente e atingiram um estado espiritual superior. É por essa razão que evoluiram mais  do que os outros primatas que com eles conviviam.

Darwin estava certo quando disse que as espécies evoluiram, mas hoje talvez ele próprio revisse suas conclusões considerando também a energia espiritual cósmica que atua em todos os seres. Ele afirmou que o homem é uma evolução do macaco, mas disse  isto de uma maneira muito genérica. Hoje sabemos que de fato o homem é resultado da evolução de uma espécie específica de primata. Portanto o homem é descendente de um primata que tinha maior capacidade cerebral. Isto explica porque os demais  primatas continuam no estado anterior ou tiveram pouca evolução, ou seja, embora convivessem juntos não evoluiram como os que se transformaram no homem de hoje.

A palavra espírito é utilizada para definir várias coisas: Alma; ser humano; entidade sobrenatural como os anjos e diabos; duendes; pessoa distinta, esclarescida; vida; finura; sutileza; graça; engenho; imaginação; tendência; idéia predominante. Espírito forte é o que se coloca acima das opiniões máximas recebidas, livre pensador, aquele que alardeia incredulidade em matéria religiosa. Espírito fraco é aquele que se deixa levar pelos outros, dominar-se pelos vícios, pelos maus exemplos. Espíritos malígnos são aqueles que, segundo a  antiga fisiologia, levam a vida do coração e do cérebro ao resto do corpo.

A palavra mente define intelecto; alma; espírito; tenção; disposição; imaginação; instinto de boa ou má fé.

A palavra alma define especialmente a parte imaterial do ser humano, mas também o conjunto de faculdades intelectuais e morais do homem; espírito humano; índole; vida; animação; coragem; além de muitas outras coisas que não cabe aqui mensionar.

A mente humana exerce total poder sobre o corpo. É por essa razão que seitas e religiões sempre procuram capturá-la para mantê-la sob seu domínio. O desconhecimento de sãs noções acerda de Deus como poder cósmico universal é suprido através de falsas idéias e superstições. Isto acontece com muita frequência por que o ser humano é um ser social e as seitas, tribos, política, esporte e religiões são uma forma de participação numa sociedade onde todos podem comungar uma idéia, mesmo que seja prejudicial ao seu intelecto, à sua saúde e até ao seu bolso, pois muitos se aproveitam desta necessidade para angariar poder e dinheiro. Para o Estado é até conveniente que todos se mantenham ignorantes, pois é assim que a massa popular fica mais submissa. As superstições tornam-se úteis aos interesses do governo e a educação é relegada a um plano longínquo.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico

http://gotasdeculturauniversal.blogspot.com.br

 

sábado 14 fevereiro 2009 19:51


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